Lençóis Maranhenses: um paraíso com potencial subexplorado

Recentemente fiz uma viagem de 5 dias aos Lençóis Maranhenses. Gostei tanto do local, que resolvi escrever a respeito, com dicas de logística e passeios.

  1. Lençóis Maranhenses: apanhado geral

Os lençóis maranhenses ficam a leste de São Luís pela rodovia MA-402. Na ponta oeste se encontra Santo Amaro (225km de São Luís) e na ponta leste, Barreirinhas (254km de São Luís). Todo o percurso até Barreirinhas é bem conservado e seguro. O acesso a Santo Amaro é mais difícil: deve-se seguir pela rodovia MA-402 até Pedras e de lá tomar uma jardineira (R$ 20) até a cidade em uma estrada que não foi totalmente pavimentada.

O percurso entre São Luís e Barreirinhas pode ser feito de ônibus pela “Cisne Branco”[1], que tem 4 partidas diárias entre 6h e 19:30 a partir da Rodoviária de São Luís. O percurso dura aproximadamente 5 horas e custa R$ 51. Outras alternativas são vans (R$ 60) e traslados organizados pelas agências de turismo de Barreirinhas (R$ 70).  Para ir de São Luís a Santo Amaro, há duas alternativas: a) tomar um ônibus “Cisne Branco” ou uma van com destino a Barreirinhas, descer em Pedras e aguardar pelo próximo transporte para Santo Amaro, correndo o risco do descasamento de horários ou b) tomar a van que sai entre 3-3:30 da manhã do aeroporto de São Luís para Pedras (R$ 40) e de lá tomar transporte até Santo Amaro (R$ 20), chegando 7:30-8h. Este transporte deixa as pessoas na porta das pousadas. A van das 3-3:30 deve ser agendada por Whatsapp com Denílson (98-991488904 e 988089190). Recomendo que isso seja confirmado e reconfirmado, pois no dia em que viajei faltaram lugares na van, o que gerou algum estresse e atraso de meia hora até que todas as pessoas fossem devidamente alocadas.

Tanto para Santo Amaro, quanto para Barreirinhas, não é recomendável alugar automóvel. Isso porque o Parque dos Lençóis somente é acessível por automóveis credenciados.

Santo Amaro está localizada praticamente dentro do Parque dos Lençóis, o que em grande medida explica o acesso mais difícil à cidade. Barreirinhas, apesar de estar conectada a uma rodovia bem conservada, fica a 1 hora do parque e somente pode ser acessada por jardineiras. Em outras palavras, o acesso a Santo Amaro é mais difícil, mas de Santo Amaro aos lençóis o acesso é muito fácil. Em Santo Amaro os passeios são mais interessantes porque os automóveis transitam pelas dunas em rotas previamente demarcadas, o que não é possível em Barreirinhas. Não é possível visitar os Lençóis por conta e, por essa razão, é necessário contatar guias ou agências de turismo.

Em Santo Amaro só se pode contar com escassas informações de blogs de viagens – a ideia de escrever esse texto em grande medida foi motivada pela ideia de ajudar quem queira conhecer Santo Amaro, que vale muito a pena. Barreirinhas tem a vantagem de ter maior rede hoteleira e de agências de turismo, havendo inclusive passeios de um dia para Santo Amaro. Escolhemos a São Paulo Ecoturismo[2] e recomendamos. A agência tem local para tomar banho para quem gosta de aproveitar até o último minuto e oferece traslado para São Luís (16:30, R$ 70).

Uma outra alternativa, que eu nem cogitei, foi fazer a trilha de Santo Amaro a Atins (Barreirinhas) pelos Lençóis. Isso também só pode ser feito por guias. O Alisson (12-991034287) oferece este serviço.

  1. Santo Amaro do Maranhão

Os principais passeios de Santo Amaro são Lagoa da Betânia (dia inteiro, R$ 80 + R$ 5 para barqueiro), lagoas emendadas (meio dia), lagoa das andorinhas (meio dia, R$ 60) e lagoa da América (meio dia, R$ 60). Na agência do Denílson, o transporte entre Santo Amaro a Barreirinhas é feito às 4h da manhã (R$ 40). Ele também informa oferecer transporte até Barreirinhas às 13:30, mas é meia verdade: o que ele vende é o trajeto Santo Amaro-Pedras (R$ 20). De Pedras a Barreirinhas há que se esperar por ônibus, vans (R$ 15) ou mesmo táxis e essa espera pode a tarde toda – na alta temporada, é comum que as vans cheguem lotadas e não parem em Pedras ou parem com menos lugares que o número de pessoas esperando pelo transporte.

Por essa razão, recomendo ficar 2 dias inteiros em Santo Amaro e fazer o trajeto até Barreirinhas às 4h da manhã. Acordar cedo não é tão difícil como parece, pois os passeios são cansativos, a cidade é muito calma à noite e invariavelmente acabamos dormindo cedo. Para quem ficar dois dias em Santo Amaro, recomendo ir para Lagoa da Betânia no primeiro dia (R$ 80 + R$ 10 para barqueiro) e no segundo dia fazer Lagoa da América (R$ 60) ou Lagoas Emendadas (preço fechado por grupo, ou seja, o preço por pessoa depende do número de pessoas) de manhã e Lagoa das Andorinhas (R$ 60) de tarde, partindo para Barreirinhas às 4h da manhã do dia seguinte (R$ 40), pois o horário de chegada possibilita fazer praticamente todos os passeios oferecidos em Barreirinhas.

Infelizmente, decidi ficar um dia e meio (é a única escolha da viagem da qual eu me lamento) e tomar transporte das 13:30 porque já havia passado a primeira noite praticamente sem dormir. Desse modo, escolhi fazer o a lagoa da Betânia e a lagoa da América, pois nas fotos ela parecia ter águas mais azuis que a das Andorinhas.

O passeio da Lagoa da Betânia contempla diversas lagoas, havendo uma pausa para almoço em restaurante que só é acessível de barco – o acesso ao restaurante já é um bonito passeio. Para ver as dunas, é o passeio mais interessante. O almoço para duas pessoas custa R$ 38 e inclui vinagrete, farofa (dois acompanhamentos onipresentes no Maranhão), arroz, feijão e uma carne, que pode ser peixe, frango, porco ou cabrito. O peixe estava muito bom, mas o feijão e o arroz estavam insossos. Após o almoço, é possível descansar em redes, o que foi muito bom, pois vínhamos de uma noite praticamente não dormida. No segundo dia, escolhi o passeio da Lagoa América devido à cor da água. Para chegar à Lagoa América, deve-se ir de carro até a Lagoa de Santo Amaro e de lá tomar um barco até a Lagoa América. A paisagem é linda e a lagoa é igual às fotos.

Lagoa da Betânia

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Passeio de barco em Santo Amaro

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Lagoa América

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  1. Planejando Barreirinhas

A infraestrutura turística de Barreirinhas é significativamente melhor que a de Santo Amaro, o que significa maior variedade de passeios oferecidos. Há dois passeios obrigatórios em Barreirinhas: o passeio de barco pelo Rio Preguiças (dia inteiro) e pelo menos um passeio pelas lagoas: o Circuito Lagoa Azul de manhã e o Circuito Lagoa Bonita para a tarde. Embora seja rápido e relativamente caro, o sobrevoo sobre os Lençóis é belíssimo. Como já havíamos visitado as Lagoas em Santo Amaro, decidimos trocar o Circuito da Lagoa Bonita pelo sobrevoo na parte da tarde. Uma alternativa é fazer o sobrevoo de manhã para ver o nascer do sol, mas neste horário as lagoas parecem mais escuras.

Como eu tinha 3 dias, resolvi dormir uma noite em Atins, vila que pertence ao município de Barreirinhas e fica na foz do Rio Preguiças. Com isso, dormi em Barreirinhas na 1ª e 3ª noite (Pousada Toca dos Aventureios, que tem o atrativo de ficar às margens do rio Preguiças, embora esteja a 2km do centro da cidade) e em Atins na 2ª noite (Pousada Flamboyant).

No primeiro dia, resolvi fazer o passeio de barco pelo Rio Preguiças porque a última parada, a praia de Caburé, é próxima de Atins. Desse modo, consegui fazer de um passeio o meio de transporte de um lugar para outro, otimizando tempo e dinheiro. Por dormir apenas uma noite em Atins, deixei a mala no hotel de Barreirinhas e viajei apenas com uma muda de roupa.

  1. Passeio pelo Rio Preguiças e ida para Atins

O percurso pelo Rio Preguiças é interessante porque a mata ciliar mescla vegetação da mata dos cocais (Buritis), amazônica (Jussara, palmeira do açaí) e, conforme se aproxima do mar, manguezais. Durante o passeio de barco, temos a impressão de que a mata ciliar é extensa, mas no sobrevoo sobre os Lençóis é possível perceber que a alguns metros do rio a vegetação é completamente diferente. Há três paradas no passeio pelo Rio Preguiças.

A primeira parada é em Vassouras, de onde se podem ver os pequenos lençóis (formações a leste do Rio Preguiças) e interagir com macacos. Não gostei muito, pois a areia dos pequenos lençóis é mais amarelada e, por essa razão, as lagoas são escuras. Os macacos são desesperados por frutas que os turistas compram para eles e, por mais que os guias sejam explícitos para não colocarmos as mãos nos macacos, as pessoas insistem em descumprir a regra, o que torna os macacos agressivos. O que mais me agradou foi avistar uma usina eólica, pois desenvolvimento econômico – especialmente por energia limpa – torna a paisagem natural mais interessante.

A segunda parada é em Mandacaru, povoado que têm um farol com vista para a costa, Atins e Caburé. Embora lotado, a vista é imperdível e vale a pena. Neste sentido, cabe fazer uma menção elogiosa à São Paulo Ecoturismo, pois o passeio deles pelo Rio Preguiças sai 8:30, um pouco antes dos demais, o que significa ausência de fila para entrar no farol. Em Mandacaru há venda de artesanatos, sucos, sorvetes e caipirinhas com frutas locais.

A terceira e última parada é Caburé, estreita faixa de areia que de um lado tem uma praia no Rio Preguiças (de água escura e, neste trecho, salobra) e de outro lado praia de oceano, de águas quentes e mais claras, mas não cristalinas. A parada em Caburé dura cerca de 3 horas e, depois disso, as lanchas voltam a Barreirinhas. Como decidimos dormir em Atins, procuramos os barqueiros e agendamos barco de Caburé a Atins para 16:15 (R$ 60 para duas pessoas). A maioria dos restaurantes fica de frente para o rio e refeições que custam cerca de R$ 100 para duas pessoas. Como queríamos passar o dia no mar, nos dirigimos para a Barraca da Conceição, que parece ser a única barraca de frente para o mar. A principal desvantagem é que não há estrutura de redes para descansar. Por outro lado, os preços são significativamente menores – a refeição para duas pessoas com arroz parboilizado, farofa, vinagrete, peixes e camarões ao alho e óleo custa R$ 65 – e as caipirinhas de caju por R$ 10. Escolhemos o camarão ao alho e óleo por falta de opção, mas não nos arrependemos, pois os ingredientes foram usados na medida certa e os camarões eram grandes. Foi o melhor prato de camarão que comemos em toda a viagem. Entre Caburé e Atins tive a oportunidade de ver os guarás, pássaros vermelhos muito bonitos, economizando com o passeio da revoada dos guarás no final do dia.

Mata ciliar do Rio Preguiças

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Vassouras / Pequenos lençóis com usina eólica ao fundo

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Vista da praia de Caburé a partir do Farol de Mandacaru

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Guarás – sim, são aquelas manchas vermelhas e é só isso

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  1. Atins e Canto do Atins

Em Atins não há um porto, mas apenas uma faixa de areia onde os barcos param. Como havíamos informado a pousada sobre a chegada no final do dia, já havia alguém do hotel de prontidão nos esperando. Em Atins, fiquei na “Pousada Flamboyant”, que me pareceu aconchegante pelas fotos do Booking. A decoração é bonita e há cadeiras e redes nas áreas comuns, o que torna o lugar muito agradável. O chuveiro não tem água quente (o que não fez a mínima falta) e a água tem coloração escura e cheiro forte do Rio Preguiças, o que me incomodou um pouco. Não há ar-condicionado, mas o ventilador tornou a noite bem agradável (eu não gosto de ar condicionado pois tenho rinite e tenho mais frio que as outras pessoas). Apesar das camas terem mosquiteiros, levei diversas picadas.

Atins é isolada e não tem iluminação pública em diversos lugares, inclusive na praia. O céu realmente é bonito (mas nada imperdível), mas, como o urbanismo é caótico, os 500m de distância da pousada até a praia são de difícil acesso, pois não há caminho de linha reta e diversos trechos são interrompidos por portões. No dia seguinte saímos às 8:30 para o passeio ao Canto do Atins (R$ 70), passeio que inclui a Lagoa das Capivaras, que devido aos diversos tons de verde, considero a mais bonita entre as lagoas que visitei. Outra parada é a Lagoa das Sete Mulheres, cujo formato e entorno é muito bonito, embora a lagoa não seja especialmente notável. O passeio acaba no restaurante da Luzia, que tem o autointitulado melhor camarão do mundo (R$ 36 por pessoa a porção de camarões acompanhados de arroz, feijão fradinho, farofa e salada de tomates). Embora o tempero seja bom, meu camarão veio sobrecozido e o da minha irmã semi-cru. A caipirinha de limão-cravo estava deliciosa. Após almoço, descansamos nas redes por cerca de meia hora e voltamos (13:25) para o hotel a tempo de tomarmos o barco para barreirinhas (14:15, R$ 60). Chegamos em Barreirinhas às 16h, a tempo de passear pela praia de Barreirinhas (uma decepção porque a areia estava imunda) e pelo centro da cidade.

Lagoa das Capivaras

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Lagoa das Sete Mulheres

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  1. Noite em Barreirinhas, Circuito da Lagoa Azul e Sobrevoo sobre Lençóis

Como estávamos cansados, compramos alguns snacks e fomos para a Pousada Toca dos Aventureiros, que fica na beira do Rio Preguiças, um pouco afastada do centro da cidade. A pousada fez uma pequena praia de rio e resolvemos ficar lá até o final do dia. Como a vista do rio é voltada para o leste, não foi possível ver o pôr do sol, mas sim o reflexo do sol na mata ciliar da outra margem do rio, uma bonita maneira de terminar o dia. Por volta de 21:30 já estávamos dormindo. A pousada possui um serviço de delivery por R$ 5, mas preferimos dormir cedo. No dia seguinte, fizemos o passeio para o Circuito da Lagoa Azul: após tomar uma balsa, as Toyotas nos levam até as três lagoas que compõem o passeio. Das três, a Lagoa Azul é a que menos gostamos, pois estava cheia de vegetação em decomposição, sendo desagradável de nadar. Aqui vai a única menção negativa à São Paulo Turismo: o passeio saiu cerca de 30 minutos atrasado e, por essa razão, ficamos pouco tempo nas lagoas.

À tarde, fazemos o sobrevoo de meia hora sobre os lençóis. Há duas opções de percurso: aeroporto-Rio Preguiças-Caburé-Canto do Atins-Lençóis-Aeroporto uma rota mais focada nos lençóis. Optamos pelo primeiro porque o contraste de paisagens é algo fascinante e porque, vistas em sequência, as lagoas tendem a ser repetitivas. Não nos arrependemos: as vistas são realmente incríveis e foi possível ter a vista do conjunto dos lençóis. Agendamos o voo com a São Paulo Ecoturismo, embora isso possa ser feito diretamente com a Voar Fotografia Aérea[3]. Aqui cabe outra menção elogiosa à São Paulo Ecoturismo: ao contratar o sobrevoo, fomos informados que custaria R$ 300 por pessoa, mas pagamos R$ 280. Aos confrontar o pessoal da agência com a diferença de preços – não sabíamos se tinha sido erro ou a comissão da agência seria cobrada à parte – eles nos disseram que conseguiram um desconto e se esqueceram de nos avisar. se o funcionário fosse desonesto ele poderia simplesmente me cobrar a diferença e eu nem perceberia. A São Paulo Ecoturismo também vende o trajeto Barreirinhas-São Luís (16:30, R$ 70) em um ônibus confortável que, ao chegar em São Luís, aloca as pessoas em transportes até aeroporto, rodoviária e principais hotéis, tudo incluído no preço.

Lagoa Azul

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Lagoa mais bonita do Circuito Lagoa Azul

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Sobrevoo – Rio Preguiças e Pequenos Lençóis

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Sobrevoo – Pequenos Lençóis e Usina eólica

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Sobrevoo – Praia de Caburé

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Sobrevoo – Atins e Foz do Rio Preguiças

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Sobrevoo – Lençóis, mar e restinga

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Sobrevoo – Visão geral dos Lençóis

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Sobrevoo – Praia de Barreirinhas

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  1. Resumo da viagem

Pontos positivos

– Diversidade de paisagens e vegetação, o que torna dos lençóis um lugar único e complexo, com atrativos inclusive quando as lagoas estiverem secas – há poucas lagoas permanentes;

– Lagoas de águas cristalinas em diversos tons de azul e verde (infelizmente, só na época das cheias, de junho a agosto);

– Honestidade das pessoas que nos venderam produtos e serviços. Todos os passeios saíram conforme esperado com os preços informados (no caso do sobrevoo, até menor). Já viajei para diversos lugares e é raro encontrar lugares assim;

– A culinária maranhense;

Pontos negativos

– O acesso a Santo Amaro, que ainda assim vale a pena de ser visitado por dois dias ou um passeio de 1 dia a partir de Barreirinhas;

– Sazonalidade: as lagoas ficam cheias logo após o período das chuvas e secam no final do ano;

Quadro síntese de despesas

Preço para 1 pessoa Preço para 2 pessoas Organizador Horário
Passagem TAM  954,43  1.908,86
São Luís- Santo Amaro  60,00  120,00 Denílson 3-8h Aeroporto
Passeio Betânia  80,00 + 10,00  160,00 + 20,00 Pousada Paraíso 9:00-17:00
Hotel Santo Amaro  94,50  189,00 Pousada Paraíso
Passeio Lagoa América  60,00  120,00 Pousada Paraíso 9:00-12:00
Santo-Amaro-Barreirinhas  35,00  70,00 Denílson 14-18:30
Hotel Barreirinhas  108,00  216,00 Pousada Toca Aventureiros
Passeio Rio Preguiça até Caburé  80,00  160,00 São Paulo Ecoturismo 08:30
Barco Caburé-Atins  30,00  60,00 Contratada no local 16:15
Hotel Atins  125,00  250,00 Pousada Flamboyant
Passeios em Atins (Canto do Atins)  70,00  140,00 Pousada Flamboyant 8:30-13:30
Atins-Barreirinhas  60,00  120,00 Pousada Flamboyant 14-16
Hotel Barreirinhas  108,00  216,00 Pousada Toca Aventureiros
Passeio Lagoa Azul  70,00  140,00 São Paulo Ecoturismo 9:15-13
Voo Lençóis  280,00  560,00 Voar Fotografia Aérea 14h
Barreirinhas-São Luís  70,00  140,00 São Paulo Ecoturismo 16:30
Total  2.294,93  4.589,86

  1. Para além da idealização da pobreza

O simples fato de estar conectada a São Luís por rodovia pavimentada torna o turismo em Barreirinhas[4] muito mais desenvolvido que em Santo Amaro,[5] o que pode ser facilmente contatado por uma pesquisa no Booking.com. Ao acompanhar minhas fotos da viagem, algumas pessoas disseram preferir o isolamento de Santo Amaro porque isso a manteria mais autêntica e acessível a poucos turistas mais persistentes. Trata-se de uma visão idealizada da pobreza. Uma rodovia em bom estado facilita não apenas o acesso de turistas, mas também o transporte escolar, o acesso a hospitais e o escoamento da produção agrícola. Por mais precário que seja o desenvolvimento econômico, ele gera empregos diretos e indiretos que tornam a vida das pessoas melhor. Não há nada que romantizar na pobreza! O interior do Maranhão ainda é um lugar em que bolsa família, eletrificação rural e acesso por rodovias minimamente decentes fazem toda a diferença.

A diferença entre Barreirinhas e Santo Amaro é significativa: em 2010, Barreirinhas[6] tinha renda per capita 46% maior que a de Santo Amaro[7], com distribuição de renda levemente melhor (índice Gini de 0,61 contra 0,62 de Santo Amaro). Em 1991, dois terços da população de ambos os municípios se encontravam na extrema pobreza. Em 2010, a pobreza extrema havia se reduzido com mais intensidade em Barreirinhas, com 38% da população abaixo da linha de pobreza, contra 51% em Santo Amaro.

Em lugares pobres como o interior do Maranhão, ainda fazem toda a diferença programas como Bolsa Família, eletrificação rural e uma infraestrutura mínima.

[1] https://vendas.cisnebrancoturismo.com.br/cgi-bin/br5.cgi

[2] http://saopauloecoturismo.com.br

[3] www.voarfotografiaaerea.com.br , telefones: 98-982642945 (Whatsapp) e 98-987022751

[4]http://portalbarreirinhas.com.br/home/barreirinhas/barreirinhas.html

[5]http://portalbarreirinhas.com.br/home/partiunordeste/santoamaro/pousadassantoamaro.html

[6] http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/barreirinhas_ma

[7] http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/santo-amaro-do-maranhao_ma

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